sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Risotto perfeito, modéstia um tico Scotta!


Essa semana eu andei com uma mão pesada na cozinha, nada do que eu fazia dava certo. A maldição da cozinha tava tão brava, que o copo do meu liquidificador desmontou 2 vezes com a receita de bolo de cenoura (??? não é a coisa mais simples do mundo???) que eu estava fazendo ontem. Ai, ainda ontem, eu até queimei o arroz! A situação estava me deixando preocupada, quando eu me dei conta que havia um restinho de camarões que sobraram de uma execução bem mal-feitinha de outro prato aqui em casa. Então eu tinha uma esperança! Fazer um risotto de camarão que tivesse um fundo muito bem sedimentado, ou seja, que fosse saboroso e encantador mesmo sem os camarões: um risotto bianco adicionado de alguns camarões. Acho que eu falei, falei e falei mas não fui clara! Acontece as vezes de eu ser meio confusa, rsrs. Mas é isso: bem simples, um risotto perfumado e adicionado de camarão! E não é que deu certo?

Deu tão certo que eu escutei do curitibano fresco daqui de casa que tinha sido um dos melhores pratos que eu tinha preparado. Que orgulho: agradá-lo não é fácil não!

Vamos ao prato, pra quem quiser surpreender alguém querido com uma comidinha fácil, rápida, e sem educação de tão gostosa! (a foto tá ruim, eu sei...bem, to bem longe de ser fotógrafa! uahauhaauha)



RISOTTO DE CAMARÃO
Minha interpretação
Rende 2 porções imensas ou 3 porções normais



Ingredientes:

  • 1,5 xícara de arroz arbóreo de boa qualidade (não, não serve o comum...rsrs)
  • 300g de camarões cinza médios descascados e sem cabeça
  • 1 cebola média picada (beeem fininha)
  • 1 dente de alho picado (beeem pequenininho)
  • 1 colher de sopa de azeite de oliva
  • 1 taça de vinho branco de boa qualidade (usei um Chardonnay argentino)
  • 1 ramo pequeno de salsa picado finamente
  • 3 folhas de cebolinha picadas finamente
  • 1 colher de sopa de manteiga sem sal
  • 150g de parmesão de boa qualidade ralado na hora (não, não serve de saquinho...rsrs)
  • 1 pitada generosa de pimenta do reino moida
  • 1 pitada generosa de noz moscada ralada na hora
  • sal a gosto (prove o risotto no final, e acerte o sal)
  • Caldo de camarão em quantidade suficiente para cozinhar o arroz (+ ou - 1,5L)
Para o caldo:

  • 1,7L de água
  • Cascas e cabeças dos camarões que você vai usar no risotto
  • 1 ramo de alecrim
  • 1 ramo de salsa
  • 2 folhas de cebolinha
  • 4 grãos de pimenta branca
  • 1 cebola grande picada grosseiramente
  • 1 dente de alho inteiro
  • 1 pitada de sal



  1. Comece preparando o caldo: Coloque todos os ingredientes na água, e cozinhe por uns 15 minutos, mexendo de vez em quando e retirando toda a espuma que se acumular na superficie. Coe o caldo, despreze todos os resíduos sólidos, e mantenha o caldo aquecido, em fogo baixo, para ser adicionado aos poucos ao risotto.
  2. Em uma panela baixa e larga, refogue levemente os camarões em azeite, até que eles fiquem vermelhinhos. Retire-os e reserve-os. Nessa mesma panela, no mesmo azeite (acrescente mais se necessário), refogue a cebola e o alho picados finamente. Quando ficarem macios, acrescente o arroz arbóreo e refogue por alguns minutos. Essa etapa é importante para começar a suavizar o amido da superfície do grão. Adicione a taça de vinho branco e mexa vigorosamente até evaporar. Quando já estiver mais sequinho (não muito), comece a adicionar o caldo da seguinte forma: coloque uma concha do caldo coado, mexa o risotto (não pare de mexer), e quando metade do caldo já tiver evaporado, acrescente mais uma. Faça isso até a superfície do grão ficar macia, e o caldo começar a ficar cremoso.
  3. O meu risotto cozinhou em 19 minutos depois que eu coloquei o vinho branco. O tempo pode variar um ou dois minutos para mais ou para menos, mas não muito mais que isso. Quando faltarem uns 5 minutos para terminar o processo, coloque os camarões levemente refogados, mexa, e continue adicionando caldo. Quando o grão estiver al dente e o caldo cremoso, é porquê seu risotto está quase pronto: falta adicionar mais uma concha de caldo (que será absorvida no tempo que o risotto vai esperar com o fogo apagado, 3 ou 4 minutos), a pimenta preta moída, uma colherada de manteiga e o queijo ralado. Tampe a panela e deixe descansar.
  4. Abra a panela, mexa o risotto delicadamente, e prove o sal. Faça as correções necessárias, adicione a salsa e a cebolinha picadinhas, mexa novamente e sirva IMEDIATAMENTE. Mais alguns minutos e o risotto vira uma pasta impossível de comer. Se suas visitas não chegaram, não comece a preparar o risotto. Isso é um erro muito comum de quem quer receber visitas com a comida já pronta. Lembre-se: a visita é quem espera pela massa e pelo risotto, nunca o contrário. Eu servi aqui em casa com salada de folhas e tomate e taças do mesmo vinho que eu usei no preparo. Vale a pena. Garanto.



PS: pode sobrar caldo, viu? Se você julgar o seu risotto pronto com menos caldo, tudo bem. Se precisar de mais, pode adicionar um pouco de água aquecida pra não ter que preparar tudo de novo. Caldo em cubinho? Eu não uso, porquê não gosto do sabor. Margarina no lugar da manteiga? Aqui em casa eu nem compro margarina! E considero que ela não faz por uma receita o que faz uma boa manteiga de qualidade...



segunda-feira, 31 de agosto de 2009

De volta a minha casinha...

Mas não sem lamentar deixar para trás as pessoas que reencontrei e conheci em Bogotá. O povo Bogotano é muito simpático, gentil, festeiro. Arrisco dizer que eles possuem uma felicidade "brasileira". Das reuniões familiares às farras e salsas, todos estavam empenhados em se divertir e fazer a visita de todos os estrangeiros muito feliz e agradável. Pessoas boas, muito boas. Que saudade.
Quanto à gastronomia, devo dizer que me deixa menos saudades, rsrs. Infelizmente, os pratos típicos colombianos não agradaram meu paladar, e nem o paladar dos outros brasileiros que estavam presentes. Nem o paladar dos argentinos. Tampouco o dos chilenos. O que tenho a dizer sobre a comida típica é que ela é muito particular, utiliza ingredientes de excelente qualidade, parte de matéria prima bruta e é bastante condimentada com ervas frescas, pimentas e aromas, ou seja, não sei porque não agradou meu paladar. O Ajiaco, o prato tradicional bogotano, é uma espécie de sopa feita com 3 tipos diferentes de batatas (criolla, sabanera e tocarreñas), peito de frango desfiado e temperada com coentro e guascas. Serve-se o ajiaco (infelizmente não bati nenhuma foto!) com espigas de milho (tipo mazorca), creme de leite freco levemente fermentado, arroz cozido com leite de côco, abacate não muito maduro e alcaparras. Embora eu goste muito de todos estes ingredientes separadamente (sorry...frango não!), a combinação deles me pareceu meio demais. O sabor é muito marcado, e a sopa cai meio pesada. Já a Arepa é uma espécie de panqueca feita com milho branco e queijo, que estava doce demais ou de menos na minha opinião - para um prato salgado, doce demais, para uma sobremesa, insossa. Os bogotanos comem arepa no café da manhã, para acompanhar o almoço ou jantar, ou para um lanche. No café da manhã, eles comem um sopa com carne, arepa de queijo, ovos fritos e arroz! Sei não, mas para mim parece meio pesado...rsrs! Enfim, o que vai deixar saudade lá de Bogotá é o tal do El Corral Hamburguesas, que me serviu um Pancho (cachorro quente) num pão leve e saboroso, com uma salsicha imeeeensa bem temperada e levemente picante, com molho tipo holandês muito bem feito. Acompanhado por uma deliciosa cerveja Club Colombia, foi minha última refeição naquela cidade linda, folclórica, com um povo prestativo e simpático, com o clima mais maluco que eu já vi, e com meus amigos queridos que, mais uma vez, ficaram loooonge.
E claro que não me esqueci de vocês, amigos que pacientemente me lêem por aqui: fotografei todas as frutas que consegui até o dono do supermercado me tirar a câmera! Vão aí as deliciosas e aromáticas frutas da Colombia:

Tomate de Árbol: tem cara de tomate, tem gosto de tomate, mas tem uma casca meio picante. O suco é muito bom!



Gulupa: se parece muito com nosso maracujá, mas é mais suave e adocicada.



Lulo: Não dei descrever o sabor, só sei que é muito diferente e aromático, e seu suco é muito agradável.



Jeitinho colombiano de vender morangos: você pode escolhê-los pela cor, tamanho, maturação... e não é obrigado a comprar potinhos com morangos bonitos em cima e coisinhas insignificantes embaixo...



Uchuvas: conhecidas aqui por Physallis, são azedinhas, macias, aromáticas...




Na foto lá em cima, que abre o post, tem ainda algumas frutas abertas: Pitaya (miolo branco com sementinhas pretas), Maracuya (que é o nosso maracujá doce), Lulo (alaranjado e esverdeado, com sementinhas pequenas), Tomate de árbol (o que parece um tomate aberto), Uchuvas (physallis, pequenas e amarelinhas, baratíssimas por lá) e Gulupa (parece maracujá, com a casca roxa).

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A rainha da frescura aprovou...


...Bogotá é linda, limpa, não tem cachorros nem pessoas morando nas ruas, o povo Bogotano é simpático, educado e bonito!!

Estou hospedada na casa de minha amiga Yadira, e tive uma pequena (mas desesperadora, devo dizer) sindrome da altura (aqui estamos a 2600m do nível do mar). Senti fraquezas, tonturas, sentia que ia desmaiar, com a frequencia cardiaca ultra alta. Mas já estou bem.

Comi um excelente jantar de 3 pratos com o pessoal da diretoria da NeuroLatinVet (não comentei aqui, mas eu estou num Congresso de Neuro Veterinária na Colômbia).

E o mais chocante de tudo: o avião era óóótimo, tinha uma telinha LCD em cada poltrona que funcionava como game interativo, onde podia-se assistir filmes, documentários e séries, ouvir músicas, jogar alguns jogos... a viagem passou rápido e só passamos por 2 pequenos momentos de turbulência, e o pouso...quase dei um beijo no piloto, pois o avião não bateu no chão de uma vez, e sim encostou no solo suavemente, e ele freou rapidinho - meu maior medo de todos num avião é ele não conseguir frear - não sei porque! rrsrs

Enfim, a rainha da frescura que acha defeitos em todos os lugares do mundo que não sua casa, esta amando rever os amigos da Argentina, Colômbia, Venezuela, do Rio, de São Paulo...e conhecer coisas novas - amanhã vou provar cachaça de anis e dançar salsa!

domingo, 23 de agosto de 2009

Viajando...


Torçam por mim, porque eu moooooooooooorro de medo de avião!
Bjos!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Strudel facinho, facinho... e abusado no açúcar!


As vezes, eu me distraio fazendo alguma coisa. Começo a escrever um texto e logo logo estou falando de alguma coisa muito diferente do assunto que me fez começar. Começo assistir um filme, e loguinho já estou pensando se eu dei comida para os cachorros, se eu tenho alguma coisa pra fazer antes de ir para a faculdade no dia seguinte, coisas assim. E quando eu estava polvilhando açúcar nesse Strudel recém-assado, me distraí sabe Deus com o que, e coloquei açúcar demais. Quer saber? Ficou ótimo mesmo assim!


STRUDEL DE MAÇÃ
Rende 1 Strudel

  • 10 maçãs gala
  • 1/2 xícara de açúcar (cerca de 100g)
  • 1/4 de colher de chá de canela em pó
  • 1/8 de colher de chá de noz moscada moída
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 3 folhas de massa phyllo e manteiga para uni-las
  • 1L de água com uma colher de sopa e suco de limão
  1. Aqueça uma colher de manteiga numa panela, e acrescente as maçãs descascadas picadas em cubinhos de 1cm (enquanto estiver picando, vá colocando os pedacinhos de molho em 1L de água e uma colher de sopa de suco de limão, para não escurecer, e deixar um gostinho bom. Escorra antes de colocar na panela). Cozinhe por alguns instantes, acrescente o açúcar, a canela e a noz moscada, mexa bem e tampe a panela. Mexa de vez em quando, até que as maçãs estejam cozidas, e levemente pastosas, sem excesso de líquido. Espere esfriar completamente.
  2. Prepare a massa: coloque numa superfície lisa uma folha da massa, e pincele manteiga derretida. Encaixe sobre essa mais uma folha, e repita o processo, até acabarem as folhas. coloque o recheio no meio da massa longitudinalmente (não sei se isso ficou claro, mas é assim: coloque uma tira de recheio com 1/3 da medida da largura da massa, bem no centro dela). Dobre as abas da massa sobre o recheio, pincelando manteiga para uni-las. Dobre as pontas da massa, para que o recheio não escape. Vire o strudel, para as emendas ficarem em contato com a forma (forrada com papel manteiga apenas). Pincele manteiga sobre ele, e asse em forno alto por 10 minutos (pode ser um pouquinho a mais ou a menos, dependendo da potência do seu forno). Fique de olho no forno, e quando estiver dourado já está no ponto!
  3. Polvilhe sobre o strudel já assado açúcar de confeiteiro e canela em pó. Sirva ainda quente.

PS: Strudel de massa phyllo é strudel de preguiçoso, eu sei, viu? Mas é que eu realmente queria usar minhas maçãs de um jeito gostoso e com pouco trabalho. Espero que gostem!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Meu aniversário...

...ganhei até café na cama!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Desastre 1


A foto tá bonita, não está? Então, pessoal, mesmo tentando deixar isso ai bonito pra foto, devo dizer: não dá pra enganar vocês! Isso não tem gosto de nada! Desperdicei minha fava de baunilha, desperdicei uma pacote de massa phyllo (que aliás, contribuiu com a receita para criar um gosto de gordura velha terrível, que era o único sabor presente), desperdicei meu tempo... não, esse não foi desperdício não: eu aprendi que a gente não deve confiar em qualquer propaganda bonita e bem escrita por ai...
Pra esse não tem receita, viu?